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Autor(a):

Alburquerque, Maria Lucimar Miranda de

Orientador(a):

Bueno, Belmira Oliveira

Ano de publicação:

1995

Unidade USP:

Faculdade de Educação [FE]

Assuntos:

educação; educação popular

Resumo:

Este trabalho analisa o processo de construção das escolas comunitárias situadas em uma favela de fortaleza. Dá-se ênfase especial a descrição das múltiplas experiências, que caracterizam essas escolas e a formação dos grupos que as compõem, mostrando que é possível conviver-se com as divergências, no mesmo espaço social, sem que a unidade de referência da população fique ameaçada. Dados estatísticos oficiais e registros obtidos na pesquisa de campo, permitiram que se identificasse o quadro de carência do ensino público de fortaleza, o qual teria favorecido a eclosão e o avanço das escolas comunitárias na década de 80. Tais escolas surgem como estratégia engendrada pela população excluída dos serviços públicos educacionais para suprir a ausência do estado nesse setor. As escolas comunitárias construídas por iniciativa dos moradores da favela, mais do que um instrumento de escolarização, aparece como espaço simbólico de defesa e resistência as ameaças de desorganização, que a vida na cidade está provocando, isto e, elas funcionam como prolongamento da casa, onde as crianças ficam protegidas dos acontecimentos imprevisíveis e inquietantes do mundo da rua.

ABNT:

ALBURQUERQUE, Maria Lucimar Miranda de; BUENO, Belmira Oliveira. Escolas comunitárias em Fortaleza: um estudo de caso. 1995.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1995.