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Habitação Popular

Autor(a):

Benvenga, Bruna Maria de Medeiros

Orientador(a):

Macedo, Silvio Soares

Ano de publicação:

2011

Unidade USP:

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo [FAU]

Assuntos:

conjuntos habitacionais; espaços livres; desenho urbano

Palavras-chave do autor:

conjuntos habitacionais;desenho urbano;espaços livres;paisagem

Resumo:

Os conjuntos habitacionais verticais populares, implantados na metrópole paulistana, a partir da década de 1960 até a atualidade, por órgãos públicos como a Cohab-SP - Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo e a CDHU - Companhia do Desenvolvimento Habitacional e Urbano e pelo Mercado Imobiliário, constituem em geral um espaço urbano diferenciado do restante da cidade. Idealizados com base nos princípios modernistas de padronização das edificações, repetição de tipos, abundância de espaços livres, setorização funcional e acessibilidade total, esses espaços se contrapõem de forma abrupta ao entorno de casas geminadas, densas com espaços livres reduzidos e fragmentados, e pela diversidade de usos existente nesses bairros. Apropriando-se equivocadamente do discurso da cidade modernista, apresentada pela Carta de Atenas no início do século XX, e do projeto concretizado em Brasília, tais conjuntos apresentam deficiências nos espaço propostos que são reincidentes na produção dos últimos 50 anos. A ideia inicial de constituição de um sistema de espaços livres contínuos, acessíveis e abundantes, nesses conjuntos, é enfraquecida pela inadequação dos projetos às características físicas das glebas utilizadas, às deficiências do projeto arquitetônico dos edifícios, à inexistência de projetos paisagísticos e à baixa legibilidade urbana desses espaços diante dos padrões vernaculares de ocupação que existem no imaginário popular. Observa-se que, com o passar das décadas e a mudança dos produtores desses conjuntos, apesar de algumas revisões que foram sendo feitas nos seus projetos, há a persistência de características espaciais implantadas nos primeiros conjuntos da Cohab-SP, na década de 1970, e o reforço de sua ruptura com o espaço urbano pré-existente. Observa-se ainda que tal padrão, antes exclusivo da produção pública, aparece de forma atenuada na produção do Mercado Imobiliário. A falta de critérios de qualidade espacial, que guiem essa produção, permeia esses conjuntos que, além de apresentarem deficiências na proposição de espaços urbanos que suportem o cotidiano de seus moradores, não possibilitam que tais projetos sejam integrados ao bairro onde se localizam. O trabalho proposto pretende, apoiando-se em estudos de caso da Região Metropolitana de São Paulo, produzidos na última década, identificar as mudanças absorvidas no processo de implantação dos conjuntos de 1970 até 2010, sua forma urbana e sistema de espaços livres dela resultante, apresentando critérios de avaliação de qualidade dos espaços urbanos habitacionais e estabelecendo uma comparação entre a produção empreendida pelo Poder Público e a produção empreendida pelo Mercado Imobiliário.

ABNT:

BENVENGA, Bruna Maria de Medeiros; MACEDO, Silvio Soares. Conjuntos habitacionais, espaços livres e paisagem: apresentando o processo de implantação, uso e avaliação de espaços livres urbanos. 2011.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-19012012-095256/pt-br.php >.