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Nível de ensino:

Pós-Graduação

Unidade USP:

Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas [FFLCH]

Área de concentração:

Geografia Humana

Departamento:

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

Docente(s) responsável(is):

Nuria Benach Rovira

Objetivos:

A realidade urbana mudou muito nestas últimas décadas. Entretanto, não parece que as mudanças no estudo do urbano tenham se processado ao mesmo tempo que a realidade que se pretende analisar. A inércia nos usos dos mesmos velhos esquemas e conceitos de sempre parece ainda ser a tônica dominante. Não é de se estranhar que surjam ares novos no campo dos estudos urbanos e que questionem conceitos normalmente aceitos, por consolidados que estão, a fim de contribuir a construir cidades que correspondam com as necessidades sociais ao invés do imperativo capitalista do benefício econômico e apropriação do espaço. A autodenominada “teoria urbana crítica” se sente devedora da tradição radical de princípios dos anos de 1970, especialmente pelos trabalhos de Henri Lefebvre , e dedica uma grande parte de seu esforço a redefinição dos problemas urbanos tal como se desenvolveram na atualidade, e ao questionamento dos conceitos e dos marcos de análise que ainda dominam os estudos urbanos.

Justificativa:

A realidade urbana mudou muito nestas últimas décadas. Entretanto, não parece que as mudanças no estudo do urbano tenham se processado ao mesmo tempo que a realidade que se pretende analisar. A inércia nos usos dos mesmos velhos esquemas e conceitos de sempre parece ainda ser a tônica dominante. Não é de se estranhar que surjam ares novos no campo dos estudos urbanos e que questionem conceitos normalmente aceitos, por consolidados que estão, a fim de contribuir a construir cidades que correspondam com as necessidades sociais ao invés do imperativo capitalista do benefício econômico e apropriação do espaço. A autodenominada “teoria urbana crítica” se sente devedora da tradição radical de princípios dos anos de 1970, especialmente pelos trabalhos de Henri Lefebvre , e dedica uma grande parte de seu esforço a redefinição dos problemas urbanos tal como se desenvolveram na atualidade, e ao questionamento dos conceitos e dos marcos de análise que ainda dominam os estudos urbanos.

Programa:

Nesta proposta, a disciplina está estruturada em cinco blocos: a distinção entre cidade e processo de urbanização; o desafio a alguns conceitos centrais recentes( como as ideias de “era urbana” ou de cidade global); a reafirmação das ideias de desenvolvimento geográfico desigual para compreender a continua geração de centros e periferias urbanas; a valorização das estratégias desenvolvidas nos espaços urbanos extremos em contextos geográficos contrastantes e; finalmente, a discussão sobre as ideias de desigualdade social, direito à cidade e justiça espacial. 5 aulas de 4 horas cada 1. A cidade e o urbano 2. Teorias da cidade global em questão 3. Desenvolvimento geográfico desigual: centros e periferias urbanas 4. Despossessão e sobrevivência em espaços extremos 5. Da desigualdade social a justiça espacial