Dissertação (Mestrado)
O nível socioeconômico dos pacientes hipertensos atendidos em Unidades Básicas de Saúde na região oeste da cidade de São Paulo São Paulo
Autor(a):
Taveira, Luzi Faleiros
Orientador(a):
Pierin, Angela Maria Geraldo
Ano de publicação:
2005
Unidade USP:
Escola de Enfermagem [EE]
Assuntos:
enfermagem; hipertensão; condição econômica
Palavras-chave do autor:
adesão;hipertensão;nível socioeconômico
Resumo:
Introdução: Vários fatores podem interferir na adesão ao tratamento dos hipertensos e conseqüentemente no controle da doença. Dentre estes se destaca o contexto socioeconômico em que vivem os hipertensos. Objetivos: Caracterizar hipertensos atendidos em unidades básicas de saúde de acordo com o nível socioeconômico em relação às variáveis biossociais, econômicas, crenças, atitudes, conhecimento sobre a doença e tratamento, falta e interrupção do tratamento; e associar o nível socioeconômico com essas variáveis. Casuística e método: O estudo foi realizado em três unidades básicas de saúde na região oeste da cidade de São Paulo. Para avaliação econômica foi feito o cálculo do índice de bens acumulados, por meio da somatória de preços de eletrodomésticos constantes na residência do paciente, dividido este por doze e posteriormente pelo valor do salário mínimo para equivalência do poder aquisitivo mensal. Os dados foram processados no sistema SPSS v.7.5. O nível de significância adotado foi de 0,05. Resultados: Foram estudados 440 hipertensos. A maioria era do sexo feminino (66%), cor branca (51%), casados (56,8%), com ensino fundamental (52%), índice de massa corporal 29,99±6,0 kg/m², idade de 57±12 anos e renda mensal familiar de 1 a 3 salários mínimos (43,6%). Do total de hipertensos estudados que interromperam o tratamento (34,8%), verificou-se que interrompeu menos de forma significativa (p<0,05) quem possuía mais televisão a cores. Em relação a faltar às consultas médicas houve associação significante (p<0,05) com geladeira duplex, verificou-se que aqueles com maior posse desse eletrodoméstico faltavam menos às consultas. Os hipertensos que não concordaram com a crença de que não há nada que se possa fazer para evitar a pressão alta apresentaram índice de bens acumulados com valores significativamente mais elevados (1,25± 0,36 vs 1,17±0,35, p<0,05). Em relação às atitudes frente ao tratamento, os hipertensos que afirmaram nunca chegarem atrasados às suas consultas apresentaram índice de bens acumulados com valores significativamente mais baixos (1,20±0,3 vs 1,31± 0,32, p<0,05). Na avaliação de como os pacientes se sentiam em relação a sua vida como um todo, a referência de tristeza se associou com índice de bens acumulados com valor significativamente mais baixo (0,98 ± 0,35 vs 1,28 ± 0,36 e 1,25±0,32, p< 0,05). Conclusão: A condição econômica dos hipertensos se associou com alguns aspectos relativos à adesão ao tratamento.
ABNT:
TAVEIRA, Luzi Faleiros; PIERIN, Angela Maria Geraldo. O nível socioeconômico dos pacientes hipertensos atendidos em Unidades Básicas de Saúde na região oeste da cidade de São Paulo São Paulo 2005.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-16112006-162917/ >.