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Vulnerabilidade

Autor(a):

Saito, Raquel Xavier de Souza;Egry, Emiko Yoshikawa;Oliveira, Maria Amélia de Campos;Bertolozzi, Maria Rita

Autor(a) USP:

Egry, Emiko Yoshikawa;Oliveira, Maria Amelia de Campos;Bertolozzi, Maria Rita

Ano de publicação:

2007

Unidade USP:

Escola de Enfermagem [EE]

Assuntos:

assistência à saúde; acesso aos serviços de saúde

Resumo:

No Brasil a saúde tem sido pauta de intensos debates e constantes movimentos que visam assegurar a garantia de acesso, a integralidade da atenção e o equilíbrio entre recurso e demanda1. Para equacionar as diferenças entre as regiões que compõem o país, o Ministério da Saúde, por meio da diretriz da descentralização e do princípio da integralidade, busca potencializar os recursos de forma a atender às demandas predominantes e prevalentes nas diferentes regiões do país. Frente a esses pressupostos, a integralidade da assistência configura-se num desafio de amplas dimensões para técnicos, administradores e para a população. O município de São Paulo, com 10.744.060 hab, tem atualmente mais de 58% de sua população dependente do Sistema Único de Saúde (SUS)3. A zona Leste da cidade está entre aquelas que mantêm crescimento elevado com 2.432.930 hab. Objetivo: Explicitar as contradições na dimensão singular (Coordenação de Saúde e Gerências dos serviços de saúde da região leste de São Paulo) o processo de integração dos diferentes equipamentos de saúde e níveis de atenção, tendo por referencial a diretriz da descentralização e o princípio da integralidade da assistência. Metodologia: Estudo exploratório elaborado a partir de um recorte transversal sócio-epidemiológico e sanitário da região leste de São Paulo, com dados obtidos de fontes secundárias 3, 4. A análise e discussão deram-se com base em estudos realizados na região com a temática integralidade da assistência, vulnerabilidade e exclusão social 2, 3, 4 e na vivência da autora que atua como técnica de saúde nessa região há mais de 17 anos. Resultados: A integralidade da assistência na dimensão estrutural e particular está fundamentada por diretrizes e princípios de organização que teoricamente garantem a gestão descentralizada com base no perfil sócio-epidemiológico e sanitário da região. A dimensão singular, embora fundamentada e orientada pelos princípios e diretrizes do SUS e pelas diretrizes da SMS, ainda não efetivou na prática um processo de comunicação efetivo com objetivo de discutir a integralidade da assistência e a integração dos diferentes níveis de atenção e equipamentos de saúde da região 6. Conclusão: Concluímos que a integralidade da assistência se efetivará à medida que a análise do modo de vida e de produção dessa população se constituam a base de discussões para a organização e integração dos serviços de saúde nessa região.

ABNT:

SAITO, Raquel Xavier de Souza; EGRY, Emiko Yoshikawa; OLIVEIRA, Maria Amélia de Campos; BERTOLOZZI, Maria Rita. Integralidade da assistência, avanços e desafios: a região leste de São Paulo. Anais.. São Paulo: [s.n.], 2007.