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Cultura Popular

Autor(a):

Pacheco, Tâmara

Orientador(a):

Oliveira, Dennis de

Ano de publicação:

2017

Unidade USP:

Escola de Artes Ciências e Humanidades [EACH]

Assuntos:

feminismo; movimentos sociais; mulheres; negros; cultura popular

Palavras-chave do autor:

feminismo negro;movimento negro;cultura popular;batuque

Resumo:

Os batuques manifestam-se em cidades brasileiras como práticas de terreiro. Sob a guarda de mulheres negras e homens negros mais velhos, o tambu (tambor) é o meio de comunicação entre os vivos e os mortos, seguindo os fundamentos africanos banto, na região que ficou conhecida como Oeste Paulista. Neste estudo, tratamos como a mulher negra no batuque de umbigada paulista relaciona sua experiência de vida à cultura negra. Em tempos midiáticos da sociedade de consumo, partimos da visão folclórica acerca da batuqueira para refletir de que forma em seu repertório pessoal ela desconstrói essas e outras imagens controladoras. Entre as mais antigas e emblemáticas herdeiras da tradição, três mulheres negras com mais de 65 anos dispõem-se a testemunhar suas histórias, traçando elementos de enfretamento ao racismo e ao sexismo e revelando aspectos de superação da violência simbólica infringida pelos papéis sociais padronizados. Paralelamente às narrativas de desconstrução de estereótipos, voltamo-nos às teorias que tratam da produção e reprodução social na modernidade e da pós-modernidade e o lugar da mulher negra desde o século XIX, no pós-abolição, até o contexto atual da globalização neoliberal, bem como do feminismo negro, visando identificar estratégias de resistência cotidianas que podem ser vistas como ação política na luta contra o racismo e o sexismo.

ABNT:

PACHECO, Tâmara; OLIVEIRA, Dennis de. Desconstruindo estereótipos: narrativas da mulher negra no batuque de umbigada paulista. 2017.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100134/tde-11122017-155233/ >.