Tese (Doutorado)
Depressão na infância: uma abordagem antropológica
Autor(a):
Nakamura, Eunice
Orientador(a):
Santos, José Francisco Fernandes Quirino dos
Ano de publicação:
2004
Unidade USP:
Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas [FFLCH]
Assuntos:
antropologia médica; depressão infantil
Resumo:
A depressão infantil desponta como um objeto de fundamental importância para os estudos socioculturais, pela rapidez com que o termo vem sendo disseminado e banalizado pela imprensa. Apesar de ser apresentada como fenômeno universal no discurso médico-científico, a depressão infantil se expressa mediante diferentes visões de mundo sobre a doença mental e a infância, e em diferentes discursos que devem ser analisados. A análise do fenômeno tomou como ponto de partida a noção de depressão infantil como doença, para apreender os diferentes significados elaborados no discurso médico-científico e no discurso da imprensa. Foram considerados dois outros grupos para complementar esse quadro. O primeiro deles, formado por profissionais de saúde, em especial psiquiatras, que foram entrevistados e cuja prática clínica foi observada para compreender a lógica presente na classificação da doença, no diagnóstico e no tratamento. O segundo, constituído por famílias de crianças (6 a 12 anos) com diagnóstico de depressão infantil, acompanhadas no Serviço de Psiquiatria da Infância e da Adolescência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP; e que moram na periferia da região metropolitana de São Paulo. Adotando a perspectiva da antropologia médica, o estudo verificou um processo de transformação no conceito médico-científico, no qual a depressão infantil é percebida de diferentes maneiras, apresentando-se como doença diferenciada, na forma de uma categoria ampla, capaz de integrar diferentes conotações e contextos sob um mesmo termo.
ABNT:
NAKAMURA, Eunice; SANTOS, José Francisco Fernandes Quirino dos. Depressão na infância: uma abordagem antropológica. 2004.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004.